A leishmaniose canina tem cura? Conheça os principais sintomas e como prevenir esta doença.

A leishmaniose canina tem cura? Conheça os principais sintomas e como prevenir esta doença.

Seu cão está apresentando manchas na pele, apatia e problemas no olho? Ele pode estar com leishmaniose canina. Entenda tudo sobre essa doença e como preveni-la. 

Você já ouviu falar em leishmaniose? Ou talvez em calazar? Esta doença é uma das mais perigosas para cães de estimação, sendo também um caso de saúde pública, e apesar de atingir mais animais, também pode colocar a vida dos humanos em risco.

Transmitida pelo “mosquito-palha”, a leishmaniose não tem cura, mas tem tratamento e pode ser prevenida. Abaixo, você confere tudo sobre a leishmaniose canina: o que é, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e muito mais! 

Principais tópicos que abordaremos no conteúdo:

  • Leishmaniose canina: o que é?
  • Leishmaniose visceral
  • Leishmaniose cutânea 
  • Leishmaniose canina: sintomas
  • Na pele
  • Nos olhos
  • Nas patas
  • No sistema e órgãos 
  • Leishmaniose canina: causas
  • Leishmaniose canina: diagnóstico
  • Leishmaniose canina: tem cura?
  • Leishmaniose canina: tratamento 
  • Leishmaniose canina: como prevenir a doença?
  • Vacina para leishmaniose canina
  • Limpeza e desinfecção do ambiente
  • Telas e coleiras repelentes
  • Leishmaniose em gatos 

Leishmaniose canina: o que é?

A leishmaniose é provocada pelo parasita Leishmania, sendo considerada uma zoonose. É classificada nesse nível de doença pois um animal transmite para outro. No caso, o mosquito transmite para o cachorro. Os protozoários atacam os macrófagos, células que protegem o sistema do animal de corpos estranhos. Assim, os protozoários atingem órgãos importantes como baço, fígado, coração e medula. 

É importante destacar que existem dois tipos de leishmaniose: visceral e cutânea. A leishmaniose visceral é o tipo que pode trazer quadros mais agravantes. Abaixo, você confere mais detalhes sobre esses tipos de doenças:

Leishmaniose visceral: causada pelos parasitas, sendo o tipo de leishmaniose canina mais comum. 99% dos casos de leishmaniose canina são do tipo visceral, que tem como vetor da doença o mosquito. Este inseto pode picar tanto animais quanto humanos, tornando a leishmaniose canina visceral um caso grave de saúde pública.

Leishmaniose cutânea: também é provocada por parasitas, mas é menos comum em cães. É importante ressaltar que em ambos os casos de leishmaniose, a transmissão é culpa somente do mosquito-palha. 

Leishmaniose canina: sintomas 

A leishmaniose pode ter muitos sintomas diferentes, mas alguns sinais caracterizam a doença. Para saber diferenciar a leishmaniose de outras doenças, normalmente, o cão apresenta:

Na pele

  • Lesões e manchas;
  • Descamação e coloração branca;
  • Feridas na orelha;
  • Machucados que nunca saram;
  • Nódulos e caroços.

Nos olhos 

  • Secreção ocular;
  • Incômodo e piscadas em excesso.

Nas patas

  • Infecção (pododermatite);
  • Unhas em formato de garras (onicogrifose);
  • Pele muito grossa.

No sistema e órgãos

  • Anemia;
  • Febre;
  • Vômito e diarreia, sangramento nas fezes;
  • Perda de apetite e desidratação.

Apesar de ter muitos sintomas, a leishmaniose pode ser uma doença assintomática, isso é, o animal pode não demonstrar nenhum sinal da doença. Neste caso, o check up anual ou mensal pode detectar se as células do organismo estão prejudicadas, identificando o causador da doença. Daí a importância do check up! 

A leishmaniose canina possui muitos sintomas variáveis. Em alguns casos, ela é diagnosticada erroneamente, pois os sinais são muito parecidos com de outras doenças. Por também poder ser assintomática, as vezes nem é diagnosticada, piorando o quadro da doença. Quando o animal não apresenta melhora, a leishmaniose passa a ser considerada.

Leishmaniose canina: causas 

O principal causador da leishmaniose canina é o mosquito Lutzomyia longipalpis, que ao picar um cão ou gato, ingere o protozoário leishmania (somente a fêmea possui essa função), se o mosquito estiver infectado. 

Locais com condições precárias de saneamento básico também podem se tornar um fator de causa para a leishmaniose canina, já que o mosquito-palha costuma colocar seus ovos em ambientes ricos em matéria orgânica da terra, como chiqueiros e galinheiros, assim como sítios e locais muito próximos da natureza. 

Leishmaniosa canina: diagnóstico 

O diagnóstico da leishmaniose canina pode ter início se o tutor do pet perceber sinais estranhos em seu comportamento. Por ter muitos sinais, é mais provável que o pet demonstre algum sintoma. Se ele não demonstrar, o check up possui a função de diagnosticar. 

Mas, o diagnóstico completo só pode realmente ser indicado por um médico veterinário responsável, que irá identificar a doença através de exames laboratoriais. O exame de histopatologia, por exemplo, tem como objetivo observar como o parasita de comporta. Para realizar esse exame, é retirado um fragmento da pele do animal, que é analisado e levado para o laboratório. 

O diagnóstico pode ser concluído, ainda, através da citologia, aspirando o parasita ao inserir água no corpo do animal. 

Apesar do diagnóstico completo, é importante ressaltar que os fragmentos analisados precisam conter o parasita que causa a leishmaniose canina. Caso contrário, não será possível identificar a doença. E é aí que mora o problema: podem ocorrer falhas nesses testes, e o diagnóstico sendo errôneo. 

Felizmente, outros tipos de testes para diagnóstico podem resolver este problema, como o exame de sangue e testes sorológicos. Se os anticorpos que combatem a leishmaniose forem encontrados em altas quantidades, isso significa que eles estão sendo usados, comprovando a existência da doença. 

Também podem ser realizados testes rápidos de DNA, em um fragmento do órgão ou em uma gota de sangue. 

Leishmaniose canina: tem cura? 

A leishmaniose é uma doença considerada uma questão de saúde pública, e infelizmente, não possui cura. Até um tempo atrás, era considerada praticamente uma doença muito difícil de ser vencida, tanto pelos animais quanto pelos humanos, e o seu tratamento era muito limitado. 

O cachorro é o principal hospedeiro da doença, sendo o responsável por sua disseminação em massa também. Isso porque ele pode transmitir a doença para diversos outros tipos de seres. 

Leishmaniose canina: tratamento 

Apesar de não possuir cura, a leishmaniose tem tratamento. Hoje em dia, os tratamentos para esta doença são muito mais avançados, e podem melhorar a qualidade de vida do pet. 

O tratamento é baseado em medicamentos com resultados positivos, regulamentados pelo Ministério da Saúde. Como já citado, com os medicamentos o cão não apresenta sintomas e vive bem, apesar de estar com os parasitas que causam a doença em seu organismo. E principalmente, o animal deixa de ser uma fonte de transmissão da doença para outros cães e humanos. 

Sabe-se que este não é o tipo ideal de tratamento, mas é uma forma de aliviar e o mais importante: combater a doença. Infelizmente, o tratamento para leishmaniose canina custa caro, que além de tudo, requer um intenso acompanhamento veterinário. Pode ser muito desgastante para o animal, por isso, em casos de animais mais idosos, muitas vezes eles são sacrificados para evitar prolongar o desgaste e o sofrimento. 

Leishmaniose canina: como prevenir a doença? 

Até aqui, você aprendeu que a leishmaniose canina é uma doença gravíssima, que pode ser fatal e resultar em muito sofrimento para o animal. Por isso destacamos a importância da prevenção da doença. Ela não tem cura e o tratamento não elimina a doença em si. 

Existe uma série de cuidados para prevenir a leishmaniose canina. Conheça os principais! 

Vacina para leishmaniose canina 

O melhor meio de prevenir seu cão ou gato é através da vacina para leishmaniose. Ela não impede que o mosquito-palha deixe de infectar o animal, mas restringe a ação do protozoário Leishmania, que evita a transmissão da doença. 

Ela pode ser aplicada em filhotes acima de 4 meses de idade, e normalmente possui três doses essenciais, com intervalo de 21 dias entre cada uma. A vacina para leishmaniose deve ser aplicada anualmente. 

O ideal é que seja aplicada em pets que vivem em regiões endêmicas, assim como outros métodos de prevenção que veremos abaixo. 

Limpeza e desinfecção do ambiente 

A vacina para leishmaniose combate a ação do protozoário no organismo do animal, apesar de não evitar a picada do mosquito. Já uma série de cuidados específicos pode evitar a proliferação do inseto. 

Como já citado anteriormente, o mosquito-palha se reproduz em locais com altas concentrações de matéria orgânica: terra, flores, grama, entre outros.

Para evitar que o mosquito-palha se aproxime do pet, é muito fazer certos cuidados:

  • Limpar e evitar o contato do animal com fezes por muito tempo;
  • Realizar a higienização adequada do ambiente, de preferência todos os dias;
  • Descartar lixo e evitar deixar acumulado. 

Telas e coleiras repelentes

Assim como a higienização dos ambientes, as telas de proteção e coleiras repelentes tem como função evitar que o mosquito chegue até o animal. 

As coleiras são uma das opções mais recomendadas, visto que mesmo com a higienização, na rua ou em um passeio, o animal pode se deparar com insetos e o mosquito transmissor. Uma ideia é utilizar a coleira quando o cão estiver em contato com ambientes com matéria orgânica presente.

As telas de proteção podem ser colocadas em casa, no espaço onde o animal costuma dormir, comer e defecar, afastando o mosquito. 

Leishmaniose em gatos 

Embora a incidência de casos seja muito menor, a leishmaniose pode atingir os felinos. O que acontece é que naturalmente os gatos possuem mais resistência ao protozoário Leishmania do que os cães, e por isso não se reproduzem. Mas pode acontecer, e por isso é importante estar atento(a) aos seguintes sinais:

  • Lesões cutâneas na pele;
  • Anemia e emagrecimento;
  • Lesões oculares;
  • Febre e manchas na pele;
  • Úlceras.

Como o número de casos de leishmaniose felina é muito menor em comparação aos amigos cães, os gatos não precisam da vacina ou de coleiras e telas repelentes. Entretanto, é sempre importante destacar a importância da higiene nos ambientes, para evitar não somente a leishmaniose, mas outras doenças provocadas por insetos, como a dirofilariose.

 A leishmaniose, conhecida também como calazar, é uma das doenças que possui o mosquito-palha como vetor. Ela apresenta sintomas comuns de manchas e lesões na pele, problemas oculares, falta de apetite e magreza, e sintomas consequentes como febre e apatia. Se não tratada, pode levar o animal a morte. Evitar é a melhor forma de prevenir a doença, por isso, procure sempre higienizar os ambientes em que o seu cachorro vive e realizar consultas trimestrais para avaliar a saúde do pet e aplicar as vacinas adequadas.

Na Pets House você encontra a vacina para leishmaniose canina, além de ter a sua disposição profissionais experientes no tratamento de doenças parasitárias. Nossos dermatologistas podem tratar as lesões cutâneas possivelmente provocadas pela leishmaniose, além de contar com uma análise de órgãos importantes, como o coração, cérebro e rins.
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